Sempre que trocarem e-mails à respeito do A Dança Se Move encaminhem também para adancasemove@gmail.com
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terça-feira, 26 de julho de 2016

PÓXIMA REUNIÃO:




Dia 30 às 14h
no Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo

Pauta:
- informes gerais (fomento à dança / mostra de fomento);
- retorno sobre os GTs formados em encontro anterior (GT seminário e GT estadual);
- cooperativismo na dança.

Os encontros são abertos e acontecem todo último sábado de cada mês, sempre às 14h, com local a definir.

A Dança Se Move
PARA DISCUTIR, DIFUNDIR, REFLETIR E QUESTIONAR AS POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A DANÇA NO ÂMBITO MUNICIPAL, ESTADUAL E FEDERAL

http://dancasemove.blogspot.com.br
https://www.instagram.com/adancasemove
https://www.facebook.com/ADancaSeMove

sábado, 21 de maio de 2016

A Dança Se Move - Próxima Reunião

Dando início às reuniões fixas de todo último sábado do mês.

PRÓXIMA REUNIÃO:

DIA 28/05
14h-16h.

Pauta:

- cenário político nacional :
GOLPE! e extinção do ministério da Cultura.
O que faremos enquanto classe artística da dança?

- cortes de verba para o PROAC.

- elaboração de seminários: "discutindo o fomento à dança" e "discutindo a dança para além dos editais".


LOCAL: FUNARTE (em apoio à ocupação):
Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos.
* Caso haja alguma alteração do local, entramos em contato!


Esperamos por vocês

Grupo gestor "A dança se move".

* Para receber informes e chamamentos dos encontros por e-mail envie mensagem para adancasemove@gmail.com

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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

QUEREMOS 100 MILHÕES PARA OS EDITAIS DO PROAC

Dia 5/11, a partir das 10h, todos os artistas, produtores, secretários de cultura municipais e pessoas interessadas no aumento dos recursos para o ProAC Editais estarão presentes na Assembleia Legislativa do Estado para acompanhar a Audiência Pública da Comissão de Educação e Cultura que debaterá o tema com a sociedade civil.
 
Os Editais PROAC foram uma resposta do Governo do Estado da Cultura a uma reivindicação dos artistas que se juntaram para lutar pela implantação  do Fundo Estadual de Cultura com uma dotação de no mínimo 100 milhões de reais. 
 
Com um procedimento coletivo, aproximadamente 1200 pessoas da classe artística lotaram a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, em 2005,  com esta pauta única. Em resposta a esta demanda o Governo criou o PROAC, colocando, na época, o orçamento de 20 milhões nos PROACs EDITAIS e 60 milhões nos PROACs ICMS.

Hoje os editais do ProAC são uma das fontes mais importantes de financiamento direto, isto é, financiamento que sai das mãos do governo diretamente para as mãos do produtor cultural, através da aprovação de projetos de interesse comum para a cultura no Estado de São Paulo. O PROAC EDITAIS tem incentivado novas criações, tanto de continuidade para grupos e artistas contemplados mais de uma vez com projetos diferenciados, quanto de grupos e artistas que apresentam seus primeiros projetos. 
 
A transformação e o crescimento da produção cultural do Estado de SP dependem atualmente deste tipo de financiamento, uma vez que, muitos municípios não contam com apoios e recursos de suas cidades. No entanto, tal crescimento da produção não tem tido uma contrapartida equivalente no financiamento, deixando de dar vazão a uma grande quantidade de bons projetos culturais e consequentemente impedindo o acesso do público a eles. Esse estrangulamento é verificado pelo exponencial crescimento na qualidade sem que se verifique o crescimento proporcional do número de contemplados e de sua difusão.

Outro dado contundente é que os editais do PROAC têm incluído permanentemente novos segmentos culturais, sem que, para isso, os recursos sejam ampliados na mesma proporção.  Sem aumento do orçamento o que observamos é uma pulverização dos recursos entre várias categorias, estrangulando ainda mais a difusão do crescimento significativo da produção cultural do Estado.  
 
Assim, reiteramos que tal ampliação, quando devidamente justificada, deve necessariamente ser respaldada pelo aumento dos recursos, de acordo com o tamanho proporcional do investimento. Isso infelizmente não tem acontecido, embora do ano passado para este ano, o PROAC EDITAIS tenha aumentado seu aporte de 25 para 30 milhões. Um crescimento percentual significativo, entretanto ínfimo para a demanda do Estado.

A cultura é a identidade de um povo e é fundamental que ela flua amplamente. Também não podemos nos esquecer que há uma grande cadeia de valor ligada às artes, e um projeto aprovado movimenta vários setores da economia, gerando trabalho e produzindo conhecimento e novos modos de fazer e de saber.

Por tudo isso afirmamos que QUEREMOS 100 MILHÕES PARA OS EDITAIS DO PROAC!

MARQUEM NA AGENDA!
Dia 5 de novembro – a partir das 10h.
Assembleia Legislativa do Estado
Entrada pela Av. Sargento Mário Kozel Filho
Ibirapuera – São Paulo – SP

domingo, 10 de março de 2013

12º A DANÇA SE MOVE


A COOPERATIVA PAULISTA DE DANÇA CONVIDA TODOS OS PROFISSIONAIS DA DANÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO PARA O 12º A DANÇA SE MOVE EM PROL DE UMA POLÍTICA PÚBLICA PARA A DANÇA.

PAUTA:

- Devolutiva sobre o encontro com os secretários de Cultura Juca Ferreira e Marcelo Araújo;

- Devolutiva sobre o encontro com representantes da secretaria de Estado da Cultura para tratar do aprimoramento do PROAC;

- Discutir às próximas ações referentes aos projetos que estão em posse do vereador José Américo;

- Definir estratégia de ação referente ao congelamento da verba da Cultura;

- Definir posição a ser tomada junto à Ministra da Cultura, pela não resposta a nossa carta enviada no final do ano passado.



É IMPORTANTE SUA PARTICIPAÇÃO NESTA DISCUSSÃO, POIS SÃO ASSUNTOS DE ÂMBITO MUNICIPAL, ESTADUAL E FEDERAL.


DIVULGUEM!!!!!!

DIA 16 (SÁBADO) DE MARÇO
HORÁRIO: DAS 13H ÀS 17H
LOCAL: GALERIA OLIDO – SALA AZUL
AV. SÃO JOÃO, 473.

- Movimento Mobilização Dança
- Movimento Mudança – Ribeirão Preto e região
- Movimento Cultura Viva de Santo André

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

10º A DANÇA SE MOVE - 30/09


A COOPERATIVA PAULISTA DE DANÇA E O MOVIMENTO MOBILIZAÇÃO DANÇA CONVIDAM TODOS OS PROFISSIONAIS DA DANÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO PARA O 10º A DANÇA SE MOVE EM PROL DE UMA POLÍTICA PÚBLICA PARA A DANÇA.

PAUTA:

· SERÁ APRESENTADO EM PLENÁRIA UM PROJETO LEI DE FOMENTO À DANÇA PARA O ESTADO DE SÃO PAULO.

· DISCUSSÃO E CRIAÇÃO DE UM DOCUMENTO SOBRE O APRIMORAMENTO DO PROAC PARA SER ENCAMINHADO A SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA.

É IMPORTANTE SUA PARTICIPAÇÃO NESTA DISCUSSÃO.
DIVULGUEM!!!!!!

DIA 30 (DOMINGO) DE SETEMBRO
HORÁRIO: DAS 13H ÀS 16H
LOCAL: GALERIA OLIDO – SALA AZUL
AV. SÃO JOÃO, 473.

terça-feira, 10 de julho de 2012

ProAC Primeiras Obras


Carta ao Secretário de
Estado da Cultura de São Paulo - ProAC

Carta ao Secretário de Estado da Cultura de São Paulo / Ano 2012
POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A DANÇA / Programa de Ação Cultural (ProAC)
Edital nº 6 - Primeiras obras de produção de espetáculos e temporada de dança

Os artistas e profissionais da dança reunidos no 9º seminário “A Dança Se Move” vêm reiterar algumas colocações feitas previamente e, sobretudo, manifestar nossos questionamentos, discordâncias e sugestões ao que diz respeito ao Programa de Ação Cultural - ProAC – Edital nº 6 “Primeiras obras de produção de espetáculo e temporada de dança no Estado de São Paulo”.

Assim sendo, queremos com esta carta reivindicar alterações referentes a:

- Revisão da definição dos parâmetros de enquadramento para participação no Edital ProAC nº6, considerando as discussões e reivindicações da classe, tal como será desenvolvida nesta carta;

- Revisão da restrição do edital voltado apenas a novas produções, para que possa contemplar além destas, também a circulação de trabalhos já criados – tornando o edital mais coerente à realidade de artistas considerados em início de trajetória.

Queremos relembrar que uma das colocações feitas na carta anterior referia-se à solicitação de um edital específico para cada segmento das artes cênicas (dança, teatro e circo), que eram até então contemplados conjuntamente no edital “Primeira Obra de Artes Cênicas”. Consideramos como extremamente positiva a separação dos três segmentos, podendo assim atender a um maior número de proposições em suas específicas linguagens.

Por outro lado, sentimo-nos bastante insatisfeitos ao deparar-nos com as definições e hipóteses de enquadramento descritas no Edital nº 6. A saber:

II. A) Artista ou grupo de artistas iniciantes são os que se enquadrem em pelo menos uma das hipóteses abaixo:

1. Qualquer forma de experiência em Dança – atuação, coreografia, direção, técnica, produção e administração - há no máximo 2 (dois) anos;

2. Nunca ter recebido remuneração por qualquer forma de experiência em Dança – atuação, coreografia, direção, técnica, produção e administração;

3. Nunca ter se apresentado para uma plateia.

Gostaríamos aqui de declarar nossa discordância com tais definições e solicitamos uma abertura para uma discussão e revisão do edital. O segmento formado pelos artistas em início de trajetória é um grupo grande e heterogêneo, composto por diferenças e similitudes, mas que compartilham necessidades ao que diz respeito às  exigências e dificuldades de se inserir no mercado artístico paulista. Este segmento precisa de editais que contemplem as suas especificidades.

Um agrupamento de artistas da dança considerados em início de trajetória profissional ligados ao Movimento A Dança se Move têm realizado encontros sistemáticos e elaboraram um novo programa de bolsas que foi entregue à Prefeitura de São Paulo. Neste programa, a própria categoria, discutindo e entendo as singularidades que a compõem, estabeleceu-se como:

“ Artistas e pesquisadores que se julguem em fase inicial do desenvolvimento de sua trajetória, tais como: criadores, grupos ou coletivos em suas primeiras produções autorais; alunos egressos de universidades, cursos técnicos e/ou cursos livres; envolvidos no contexto artístico da dança que estejam interessados em desenvolver pesquisas que contribuam para este campo de conhecimento.”

A formação em dança não possui limites específicos e objetivos que possam se estabelecer como “regra” para toda categoria. Tal formação envolve um trajetória plástica e móvel, que difere de pessoa para pessoa, de ambiente para ambiente, de momento para momento. Isto é, não se faz de um modo único; ela reflete uma construção em variados campos de pesquisa, que podem acontecer a partir de diferentes necessidades e com durações distintas. Quando com o ítem 1 o edital busca determinar o que seria um artista em início de trajetória através da prerrogativa de um tempo máximo de experiência de 2 anos, ele se mostra completamente desconectado e desinformado dos processos de formação em dança. Observamos atualmente, por exemplo, um grande crescimento de cursos de graduação e pós-graduação – sem que isso seja um fator decisivo para conferir grau de profissionalização a um artista da dança. Podemos também considerar que as diferentes funções que um artista desta área pode ocupar (dançarino, coreógrafo, produtor, pesquisador, educador, curador, etc) requerem também diferentes formações. Pensar em tempo máximo de experiência em dança não é um bom recurso para definir este segmento da área.

Especificamente quanto à questão do item 2, que exclui aqueles que já receberam alguma remuneração, é fundamental ressaltar que para estudantes, artistas principiantes e/ou em fase inicial de desenvolvimento da sua pesquisa, prestar serviços em algumas funções acima citadas é uma das maneiras de garantir a continuidade de sua formação profissional. Além disso, o termo “remuneração” é bastante amplo para ser um fator excludente. Uma irrisória ajuda de custo por exemplo, já inviabiliza a participação no edital.

Quanto à condição de nunca ter se apresentado para uma plateia (referente ao item 3), ela também nos parece por demais desconectada do contexto de formação em dança. Qualquer estudante, por mais iniciante que seja, tem oportunidades para dançar para uma plateia. Uma criança que começa a fazer aulas de dança facilmente se apresenta publicamente. Não haveria problema do edital abranger pessoas que nunca dançaram para um público, a questão é proibir a participação de um contingente enorme de pessoas interessadas em criar e produzir dança. Por mais que o objetivo do edital fosse contemplar um segmento pouco incentivado - artistas em fase inicial -, o modo como foram estabelecidos os critérios de participação se constituiram na lógica da exclusão.

Um artista em início de trajetória não pode ser definido em idade, nem em tempo de prática, nem em quantidade de experiências cênicas, nem em quantidade de remunerações já recebidas – pois todos estes itens podem ter variações infinitas na história de cada um. A formação de um artista envolve pesquisa, aprofundamento de questões e inquietações, sejam elas estéticas, técnicas, metodológicas e/ou conceituais. Todas estas são processuais e de ordem qualitativa – nunca quantitativa.

Como exposto anteriormente, a diversidade constitui este grupo que é formado por estudantes, profissionais que trabalharam em companhias de dança e que agora investem na sua criação pessoal, e criadores-intérpretes que, mesmo já tendo realizado alguns poucos trabalhos, ainda estão em fase inicial de desenvolvimento da sua linguagem. Este grupo como um todo não está contemplado nos editais que se apresentam atualmente. Por um lado, são inexperientes demais para concorrer com editais que visam a realização de produções maiores, tais como o Edital ProAC nº 4 Produção de espetáculo inédito e temporada de dança, e o Edital nº 5 Difusão e Circulação de espetáculo de dança, por outro, são muito experientes para este Edital ProAC nº 6. Há um grande contingente de artistas que não se enquadram aos formatos de incentivo atual, com trajetórias que ficam interrompidas no meio de seu percurso. Se não houver uma alteração neste cenário, torna-se inviável a estes artistas atingir o aprofundamento e a maturidade profissional para consolidação de suas pesquisas. Aqueles que iniciam sua carreira estão fadados a não conseguir dar continuidade à mesma.

Além do mais, se há um artista numa situação tão iniciante como está proposto pelo Edital ProAC n° 6, por que razão se espera dele uma produção e não se pensa em editais vinculados à formação? Será que antes de produzir não é necessário estudar, pesquisar? Editais de residência e de pesquisa não são mais adequados para impulsionar artistas tão iniciantes?

Esperamos que as autoridades e profissionais envolvidos com a elaboração/ discussão/habilitação deste edital leve em consideração nossas demandas e propostas. Seria mais condizente com a realidade da dança paulista e dos meios de fomento e difusão, que o edital reveja a sua definição de habilitados, considerando as discussões e reivindicações da classe. A definição de artistas em início de trajetória acima apresentada se mostra uma alternativa integrada aos desejos e necessidades de estudantes e profissionais da dança.

Outro aspecto que sugerimos ser revisto, é que o presente edital ProAC nº6 possa contemplar a produção e/ou a circulação. Isso significa que ficará a cargo do artista escolher se pretende se concentrar na criação e apenas estreá-la - sem se preocupar com a circulação; se quer somente circular um trabalho que já foi concebido anteriormente; ou ainda, se prefere fazer ambos, produzir e circular com a sua criação. A lógica da produção prioritariamente quantitativa não deve prevalecer atropelando o que a situação e a natureza do próprio projeto demandam.

Finalmente, sugerimos que se crie um edital específico que seja voltado para residência e pesquisa, e destinado a artistas que queiram aprimorar seus estudos com criadores paulistas mais experientes, vivenciando treinamentos, metodologias e estratégias construídas e orientadas por artistas com trajetória consolidada.

Assinam este documento:
- 9º Seminário A Dança se Move
- Cooperativa Paulista de Dança
- Movimento Mobilização Dança

Presentes: Valeska Figueiredo, Suzana Bayona, Alex Merino, Carlos Freitas, Marina Hohne, João Carlos Ferreira da Silva, José Maria C. Ferreira, Angela Nolf, Fernando Lee, Larissa Miwako, Gabriela Neves, Vera Sala, Lívia Imperio, Sandro Borelli, Isabela Pessotti, Fernanda Perniciotti, Ana Catarina Vieira, Ellen Gonsauer, Natalia Fernandes, Shayanny de Sá, Juliana do Nascimento, Djalma Moura, Renato Cruz, Natália Mendonça, Marcos Moraes e Fábio Farias.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

8º “A DANÇA SE MOVE”


A COOPERATIVA PAULISTA DE DANÇA E O MOVIMENTO MOBILIZAÇÃO DANÇA CONVIDAM TODOS OS PROFISSIONAIS DE DANÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO PARA O 8º “A DANÇA SE MOVE” - UM MOVIMENTO EM PROL DAS POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A DANÇA.

LOCAL:
CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO
Palácio Anchieta Viaduto Jacareí, 100 - Bela Vista - São Paulo - SP
SALA TIRADENTES, 8º ANDAR
Telefone: 3396-4000


DIA 26 DE MAIO - SÁBADO
DAS 12.30H ÀS 17H.


PAUTA:
1) Apresentação final dos programas:
a) Outras Trajetórias em Dança.
b) Difusão e Circulação.

2) Retomar a discussão sobre o Proac.

3) Propor um encontro com o Secretário de Cultura do Estado para apresentarmos novas propostas para a dança no estado.

4) Rever os critérios, por nós estabelecidos em 2011, que apontam os princípios norteadores sobre o papel da comissão no Fomento.

5) Retomar a discussão sobre o Colegiado Setorial de Dança.
a) Um relato da situação, (que está grave) com a sugestão de já indicarmos o nomes por São Paulo para o Colegiado. É hora de nos pronunciarmos.

6) Retomar a discussão sobre o Conselho Municipal de Cultura.

7) Carta manifesto para o Governo Federal.

8) Fazer os próximos “ A Dança se move” com alguns convidados que falem sobre "pesquisa em dança" e "gestão pública".

SUA PRESENÇA É MUITO IMPORTANTE!!
PARTICIPE DESTE MOVIMENTO EM PROL DA DANÇA !!
DIVULGUEM!!!

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Carta ao Secretário de Estado da Cultura de São Paulo - ProAC

Carta ao Secretário de Estado da Cultura de São Paulo / Ano 2012
POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A DANÇA / Programa de Ação Cultural (ProAC)

A DANÇA PAULISTA, representada por seus artistas profissionais, vem propor, por meio deste documento, o estabelecimento de um diálogo frontal com a Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, firmando compromisso e responsabilização da atual gestão pública do estado quanto ao Programa de Ação Cultural. Neste, explicitam-se também o panorama político-cultural da Dança de São Paulo e o quadro atual das políticas públicas estaduais para a Dança.

O Estado de São Paulo tem, em seu panorama, uma rica e múltipla produção de dança. Seus profissionais estão em rede, conectados, representados aqui pelas entidades: Cooperativa Paulista de Dança, Cooperativa Paulista de Teatro, Mobilização Dança, Dança se Move, entre outras entidades. Os artistas profissionais de nosso estado conferem desdobramentos de refinadas escolas de pensamento na arte da Dança: criamos e somos influenciados por grandes artistas brasileiros ou transnacionais, por épocas distintas, culturas e contextos diversos, aclamados, sutis, desconhecidos, instigantes, reinventados.

A Dança paulista é rica e mista, indo além da cena e de sua preparação, além do território do palco e dos municípios, mas certamente dentro de todos os seus mútuos símbolos, estendendo-se em ações políticas, desenvolvimento identitário e novos paradigmas contemporâneos.

Para além dos belos movimentos, que felizmente existem, a Dança repropõe, reconstrói e questiona, assim indagando a todos e também ao Senhor Secretário: O que estamos fazendo aqui agora? E como? E por quê? Nessas perguntas mutantes, de qualquer gestão – desde a gestão de uma cidade à gestão de uma vida –, é onde se insere a arte. Uma obra coreográfica é coisa séria, é articulação de cenários complexos. O que chamamos hoje de dança são as explícitas relações contemporâneas entre pessoa e ambiente, um sintoma do contexto.

Além de pedirmos aqui o compromisso de manutenção de direitos conquistados, explicitamos a seguir um breve quadro contextual, a fim de que o atual gestor possa ter ciência do ainda insuficiente panorama de condições em nossa área.

Relembremos a concepção e a intenção original da Lei Nº 12.268 do Programa de Ação Cultural - ProAC, que tem como objetivos:

I. apoiar e patrocinar a renovação, o intercâmbio, a divulgação e a produção artística e cultural no Estado;

II. preservar e difundir o patrimônio cultural material e imaterial do Estado;

III. apoiar pesquisas e projetos de formação cultural, bem como a diversidade cultural;

IV. apoiar e patrocinar a preservação e a expansão dos espaços de circulação da produção cultural.

Estas ações estão contempladas por editais anuais que, no caso da Dança, dirigem-se à seleção de projetos inseridos nas seguintes categorias: “Novas Produções de Espetáculo”, “Difusão e Circulação de Espetáculos”, “Pesquisa em Artes Cênicas” e “Primeira Obra de Artes Cênicas”. No entanto, os recursos orçamentários que financiam tais projetos tem se mostrado insuficientes e irrisórios para abarcar o que propõe a Lei.

A Dança em São Paulo tem se desenvolvido assumindo outro patamar: companhias estabelecendo-se, valorização dos artistas independentes, projeção e reconhecimento dos status de bailarino, dançarino, coreógrafo etc., projetos perdurando e consolidando-se, novas dinâmicas de diálogo social, cargos sendo gerados, enfim, a produção em dança assume, hoje, uma atuação profissional madura, não sendo circunstancial.

Diante desse panorama, a Dança vem reivindicar o aprimoramento do Programa de Ação Cultural – ProAC no que diz respeito aos seguintes aspectos:

1. Aumento substancial dos recursos orçamentários destinados ao segmento da Dança (incluindo os editais de “Novas Produções de Espetáculo”, “Difusão e Circulação de Espetáculos”, “Pesquisa em Artes Cênicas” e “Primeira Obra de Artes Cênicas”), seja quanto ao valor máximo de apoio a cada segmento, categoria ou módulo.

2. Na categoria “Novas Produções de Espetáculo”:
2.1. Priorização da produção do espetáculo em si, correspondendo às etapas de criação, montagem e apresentação, sem a obrigatoriedade de realizar circulação;
2.2. Apoio à estreia dos espetáculos contemplados em teatros específicos cedidos pela SEC-SP, seja na cidade de São Paulo ou no interior.

3. Nas categorias “Novas Produções de Espetáculo” e “Difusão e Circulação de Espetáculos”:
3.1. Possibilidade das produções contempladas receberem cachês durante o prazo de vigência dos prêmios, sempre que as mesmas integrarem diferentes programas desenvolvidos pela SEC-SP, tais como circuito cultural paulista, virada cultural paulista, dentre outros.

4. Nas categorias “Pesquisa em Artes Cênicas” e “Primeira Obra de Artes Cênicas”:
4.1. Fixação de editais distintos para os diferentes segmentos (Teatro, Dança, Circo).

5. Na categoria “Primeira Obra de Artes Cênicas”:
5.1. Revisão da definição em que devem se enquadrar os artistas ou grupo de artistas considerados iniciantes, estabelecendo limites mais claros entre proponentes amadores e profissionais.

6. Quanto às contrapartidas:
6.1. Revisão da obrigatoriedade de apresentação de contrapartidas, considerando que sua relevância e proposição devem estar organicamente vinculadas à natureza de cada projeto.

7. Quanto à inscrição dos projetos:
7.1. Implementação do sistema eletrônico de inscrição (seguindo moldes do ProAC ICMS);
7.2. No atual sistema: permissão para retirada dos projetos na SEC-SP pelos grupos, para reaproveitamento do material enviado.

8. Quanto à escolha da comissão e aos critérios de seleção dos projetos:
8.1. Transparência de critérios para formação da comissão;
8.2. Participação da classe artística na escolha da comissão de seleção;
8.3. Transparência quanto aos critérios adotados para a seleção dos projetos.

Ressaltamos aqui algumas das problemáticas e necessidades que envolvem nossa área, a fim de que o gestor público possa se debruçar também sobre questões que envolvem a cultura, para além dos tópicos saúde, educação e segurança:

- Dificuldades de manutenção de espaços culturais, companhias de dança e artistas independentes com trabalho continuado;

- Deficiência de programas continuados de difusão/circulação da dança na cidade, no estado, no país e no exterior;

- Carência de diálogo entre gestores e profissionais da dança, com menos interlocução burocrática;

- Demandas e potencialidades da dança são desconhecidas num estado que acumula um potencial artístico da maior magnitude, sendo referência para outros estados e países;

- Circulação precária de informações sobre a dança como área de conhecimento, privilegiando-se o caráter de produção de espetáculos;

- Ausência de profissionais especializados em dança nos cargos de gestão pública para o setor, colocando em risco as conquistas da categoria, uma vez que profissionais não qualificados criam distorções;

- Precariedade de espaços adequados à prática de dança no Estado de São Paulo.

Pontuamos ainda a enorme diferença entre os recursos orçamentários que vem sendo praticados pelo Fomento à Dança da cidade de São Paulo em comparação com os valores destinados a atividades culturais pelo ProAc.

Apesar dos avanços aqui apontados e conscientes de que ainda há muitos desafios que precisam ser resolvidos para que se estabeleça uma real política pública de estado, nos preocupam os atuais encaminhamentos por parte dos poderes públicos.

São desafios que envolvem Estado, entidades setoriais e iniciativa privada e requerem ações mais efetivas e, sobretudo, maduras em relação à diversa e sofisticada produção cultural brasileira, que, além de sua relevância simbólica e social, deve ser entendida como um dos grandes ativos econômicos da cidade e do país, capaz de gerar desenvolvimento. Entendemos que realizar esse potencial significa produzir riqueza e inclusão social, além da inserção qualificada de nosso estado no cenário nacional e internacional.

Em síntese: ainda é preciso evoluir muito nas ações de fomento e na capacidade de formulação e planejamento por parte dos realizadores e das organizações do setor, superando a lógica de projetos pontuais.

Esperamos, assim, que o atual documento seja disparador de um diálogo produtivo, necessário e urgente entre Dança Paulista e poder publico estadual, a partir do qual se efetive real participação da primeira nos processos decisórios das políticas públicas para a dança.

Cordiais saudações, 
Cooperativa Paulista de Dança
Cooperativa Paulista de Teatro
Mobilização Dança
Dança se Move

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